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7.1) Instrumentos Básicos

Introdução
O objetivo deste texto é explicar, resumidamente, o funcionamentos dos principais instrumentos de medição que necessitamos no primeiro ano de um curso técnico de eletrônica ou até mesmo nas aulas de laboratório de um curso de engenharia elétrica. Este texto também é útil a amantes da eletrônica que estão iniciando montagens de pequenos projetos.
Inicialmente, irei explicar o que é cada instrumento de medição, para que serve e como deve ser utilizado, aproveitarei também para dar dicas em relação aos principais erros cometidos e o que não fazer para manter seus equipamentos e circuitos em perfeito estado de conservação.
No fim, há uma pequena discussão sobre qual a real necessidade de cada um ao adquirir um destes instrumentos de medição.
Analógicos x Digitais
Normalmente, quando falamos de instrumentos de medição, sempre há a menção: "é analógico ou digital"? Normalmente, estamos nos referindo a forma com que a medição - e consequente indicação - é feita.
Os modelos analógicos tem como vantagem uma boa fidelidade de medição, mesmo sob presença de harmônicas e outras interferências no circuito que se deseja medir. Já os digitais possuem a vantagem de uma melhor visualização, principalmente os que utilizam LCD (liquid cristal display) com back light (luz de fundo).
Figura 1. Amperimetro Analógico Figura 2. Voltímetro Digital


Recomendações Gerais
Antes de fazer suas medições, estude bem tanto o circuito quanto o instrumento que você irá utilizar. Muitas vezes, utilizamos o instrumento certo, porém configurado/parametrizado de forma incorreta e acabamos por danificar tanto o instrumento de medição quanto o circuito a ser medido.
Lembre-se também que uma corrente de cerca de 100mA passando pelo seu corpo é o suficiente para o comprometimento da sua vida. Na dúvida, não faça a medição.
Amperímetros
Para que servem?
Um amperímetro, como o próprio nome sugere, serve para medirmos ampéres, isto é, corrente. Existem amperímetros para medição em corrente contínua (C.C., DC) e para corrente alternada (C.A., AC).
Como devo utilizá-lo?
Um amperímetro sempre deve ser conectado em série ao sistema, como é ilustrado abaixo.
Figura 3. Esquema de ligação de um amperímetro
A resistência interna do amperímetro é extremamente pequena, o que significa que ele não interfere na resistência equivalente do circuito, indicando uma corrente próxima a aquela que realmente existe no circuito. Quando estamos trabalhando em um circuito de corrente alternada, não devemos nos preocupar com a polaridade do amperimetro, isto é, tanto faz qual cabo conectaremos em cada parte do circuito. No entanto, ao trabalharmos em corrente contínua, devemos nos ater ao sentido da corrente. A corrente sempre deve entrar no amperímetro pelo seu polo positivo (+, normalmente indicado pela cor vermelha) e sair pelo seu pólo negativo (-, normalmente indicado pela cor preta).
Dicas
A maioria dos amperímetros possui fusíveis de proteção interna, para o caso da corrente que for passar pelo amperímetro ser maior do que a sua capacidade. Eventualmente, ao utilizarmos o amperimetro de forma incorreta, esses dispositivos de proteção atuarão e terão de ser substituídos. Por isso, mantenha um bom estoque deles em sua bancada ;)
Certos amperímetros (principalmente os inclusos em multímetros), não possuem proteção para certas escalas, normalmente estas são identificadas como unfused (sem fusível, na tradução). Nestes casos, é uma idéia se conectar um fusível em série com uma corrente nominal compatível com a escala que estamos utilizando.
Como foi dito no item "Como devo utilizá-lo?", é necessário conectar sempre o amperímetro em série ao circuito. Em certas situações, veremos que isto não é possível, como no circuito de nossa casa. Suponhamos que queremos medir a corrente de uma das fases que alimentam o circuito interno de uma residência. Infelizmente, não é possível "abrirmos" o circuito sem que haja o desligamento do mesmo. Neste tipo de situação, utilizamos o alicate amperímetro, que é um sensor de corrente que é colocado em volta do cabo que se deseja medir, e, através de um sensor com base no efeito hall, é feita a medição da corrente da linha, tanto contínua quanto alternada.
Figura 4. Alicate Amperímetro


Principais Erros
O principal erro ao se utilizar um amperímetro é efetuar a medição em paralelo, não em série. O resultado disto é um curto-circuito, evidenciado pela carbonização de alguns pontos e a possível queima da proteção do equipamento ou mesmo de seu fusível. Vamos entender melhor o que acontece ao conectarmos o amperímetro em paralelo a um circuito F+N, com 127Vc.a. nominais.
A resistência interna do amperímetro, como dito anteriormente, é extremamente baixa. Como exemplo, utilizaremos o equipamento "DG 48 Alternado - Entrada 5Ac.a.", de fabricação da KRON Instrumentos Elétricos, tal equipamento é um indicador de painel para corrente alternada de até 5Ac.a.. Conforme o catálogo técnico do fabricante, a resistência interna deste amperímetro de painel é de 0,02 ohms. Pela lei de ohm, teremos uma tensão de 127Vc.a. com uma resistência de apenas 0,02 ohms, o que nos daria absurdos 6350Ac.a. passando pelo amperímetro. Obviamente dispositivos de segurança irão atuar, seja m eles fusíveis, dispositivos internos do instrumento ou até mesmo o disjuntor do quadro da instalação em questão.
Na melhor das hipóteses, teremos apenas de substituir o fusível do equipamento. Na pior, podemos danificar não só o equipamento, mas também o circuito que estamos medindo.
Voltímetros
Para que servem?
Voltímetros, como o próprio também sugere, medem VOLTS, isto é, diferença de potencial, ou tensão, como preferir. Um voltímetro também pode ser para corrente alternada ou corrente contínua.
Como devo utiizá-lo?
Um voltímetro, ao contrário do amperímetro, possui alta resistência interna, para que pouca corrente circule por ele e não ocorra alteração na resistência equivalente do circuito a ser medido. A sua conexão a um circuito é ilustrada abaixo, onde estamos medindo a queda de tensão existente em cima da lâmpada de 120 ohms.
Figura 5. Esquema de ligação de um voltímetro
Dicas
Assim como o amperímetro, não existe polaridade para o voltímetro quando estamos trabalhando em corrente alternada. No entanto, ao trabalharmos com corrente contínua, passamos a ter de respeitar a polaridade.
Principais erros
Ao contrário do amperímetro, onde efetuar a conexão de forma incorreta, pode ocasionar danos ao circuito e ao instrumento, conectar um voltímetro em série não acarreta nenhum tipo de dano ao instrumento ou ao circuito que está se medindo. Explica-se: conectar uma resistência altíssima em série faz com que a corrente de todo o circuito diminua, ocasionando, muito provavelmente uma interrupção de seu funcionamento. No entanto, não existe possibilidade de queima.
Multímetro
Um multímetro, como o nome indica, engloba a medição de diversas grandezas em um só aparelho.
Figura 6. Multímetro
O que um multímetro pode ter?
A tabela abaixo indica os principais tipos de medida que um multímetro engloba:
Grandeza Unidade Comentário
Tensão Vc.a., Vc.c. Indispensável. A maioria dos multímetros trabalha com tensões de até 1000V. Para circuitos de baixa tensão, é mais do que o suficiente.
Corrente Ac.a.,, Ac.c. Indispensável.. Dê preferência aos que tem fusível com fácil acesso.
Ohmímetro Ohms Indispensável. Mede resistência e, em muitos casos, continuidade de dois pontos. Lembre-se que esta escala só deve ser utilizada com o circuito desenergizado. Dê preferência aos que possuem teste de continuidade e para diodo com "bip" (aviso sonoro).
Ganho de Transistor (hFE) Útil para verificação de transistores. Embora não seja preciso, é util para se determinar se o transistor está ou não funcionando.
Capacímetro F Útil para medição de capacitores. Lembre-se de desenergizar os capacitores antes de utilizá-lo.
Indutímetro H Útil para medição de indutores. Lembre-se de desenergizar os indutores antes de utilizá-lo.
Frequencímetro Hz Útil para medição da frequencia do sinal alternado. Pode-se obter esta frequencia tanto através da corrente como da tensão.
Wattímetro W Útil para medição da potência ativa (W) e reativa (Var). Normalmente se utiliza essas opções em testes de motores de corrente alternada, onde se deseja medir o rendimento do mesmo. É necessário tanto sinais de tensão quanto de corrente.
Varímetro Var
Cosfímetro   Mede o fator de potência, isto é, a defasagem entre a tensão e a corrente.É necessário tanto sinais de tensão quanto de corrente. Sua aplicação é semelhante a dos wattímetros e varímetros.


Como escolher?
Existem diversos tipos de multímetros no mercado, de R$ 20,00 a até, acredite, R$ 20.000,00. Antes de escolher o seu, vale a pena ponderar: você pretende fazer um uso profissional do mesmo ou é apenas um praticamente da eletrônica amadora? Caso sua opção seja a primeira, vale a pena investir em um modelo completo, com medição true rms (para formas de ondas distorcidas), saída serial para micro (para facilitar levantamentos de dados), etc.
Caso sua opção seja apenas o amadorismo, um modelo com escalas de tensão, corrente e resistência é mais do que o suficiente.
Fatores que são relevantes na compra são: classe de isolação do instrumento, certificação do fabricante, garantia do produto, resolução (como os dados são indicados) e incerteza (variação na leitura do instrumento).
Onde comprar?
Se você é de São Paulo, um bom local para adquirir multímetros é a Santa Efigênia, famoso local do centro de São Paulo que reune as melhores lojas de componentes e equipamentos eletrônicos. O acesso mais fácil a Santa Efigência é pelos Metrô Luz ou São Bento, da linha azul.
No entanto, se você morar em outras cidades, é possível encontrar multímetros em casas de elétrica ou através do site MercadoLivre.
Dicas
  • Medição: Escolha a escala adequada antes de conectar o multímetro ao circuito. Se, por exemplo, você vai medir uma bateria de 9V e tem disponíveis as escalas de 200mVcc, 2Vcc, 20Vcc e 200Vcc, utilize a de 20Vcc para ter uma melhor precisão de sua medição.
  • Pontas de prova: O ideal sao as de invólucro de borracha (altamente isoladas) e com ponta fina, para evitar curto-circuitos. As pontas de prova devem fazer um ângulo de 90º com o que se deseja medir.
    Dê preferência a pontas de prova onde se possa encaixar garras jacaré, úteis quando se deseja, por exemplo, fazer medição de diversos pontos ao terra do circuito.

6.3) Capacitores

Capacitores

Dispositivo ou componente eletrônico, cuja função é armazenar cargas em forma de energia elétrica.
Consiste de dois condutores, chamados de armadura, os quais são colocados lado-a-lado e isolados por um material isolante chamado de dielétrico.
Este componente também é conhecido como condensador e é representado pelo símbolo abaixo.



Seus valores são expressos em Farad ( F ).

O Farad é uma unidade muito grande, por esse motivo os capacitores são representados pelos seus submúltiplos.



Alguns capacitores apresentam uma codificação ou números, um pouco estranha para os técnicos experientes, e muito difícil de compreender, para o técnico novato.

Observe o desenho abaixo.



O valor do capacitor, "B", é de 3300 pF (Picofarad = x10-12 F) ou 3,3 nF ( Nanofarad = x10-9 F ) ou 0,033 µF ( Microfarad = x 10-6 F ). No capacitor "A" , devemos acrescentar mais 4 zeros após ao 1ª e 2ª algarismo. O valor do capacitor, que se lê 104, é de 100000 pF ou 100 nF ou 0,1µ F.

Capacitores usando letras em seus valores.

O desenho a baixo, mostra capacitores que tem os seus valores, impressos em nanofarad (nF) = 10-9F. Quando aparece no capacitor uma letra "n" minúscula, como um dos tipos apresentados a baixo por exemplo: 3n3, significa que este capacitor é de 3,3nF. No exemplo, o "n" minúsculo é colocado ao meio dos números, apenas para economizar uma vírgula e evitar erro de interpretação de seu valor.


Multiplicando-se 3,3 por x10-9 = ( 0,000.000.001 ), teremos 0,000.000.003.3 F. Para se transformar este valor em microfarad, devemos dividir por 10-6 = ( 0,000.001 ), que será igual a 0,0033µF Para voltarmos ao valor em nF , devemos pegar 0,000.000.003.3F e dividir por 10-9 = ( 0,000.000.001 ), o resultado é 3,3nF ou 3n3F.
Para transformar em picofarad, pegamos 0,000.000.003.3F e dividimos por x10-12, resultando 3300pF. Alguns fabricantes fazem capacitores com formatos e valores impressos como os apresentados abaixo. O nosso exemplo, de 3300pF, é o primeiro da fila.



Note nos capacitores seguintes, envolvidos com um círculo azul, o aparecimento de uma letra maiúscula ao lado dos números. Esta letra refere-se a tolerância do capacitor, ou seja, o quanto que o capacitor pode variar de seu valor em uma temperatura padrão de 25° C. A letra "J" significa que este capacitor pode variar até 5% de seu valor, a letra "K" = 10% ou "M" = 20%. Segue na tabela abaixo, os códigos de tolerâncias de capacitância.



Agora, um pouco sobre coeficiente de temperatura "TC", que define a variação da capacitância dentro de uma determinada faixa de temperatura. O "TC" é normalmente expresso em % ou ppm/°C ( partes por milhão / °C ). É usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes. Observe o desenho abaixo.



Os capacitores a cima são de coeficiente de temperatura linear e definido, com alta estabilidade de capacitância e perdas mínimas, sendo recomendados para aplicação em circuitos ressonantes, filtros, compensação de temperatura e acoplamento e filtragem em circuitos de RF.

Na tabela abaixo, estão mais alguns coeficientes de temperatura e as tolerâncias que são muito utilizadas por diversos fabricantes de capacitores.



Outra forma de representar coeficientes de temperatura é mostrado abaixo. É usada em capacitores que se caracterizam pela alta capacitância por unidade de volume (dimensões reduzidas) devido a alta constante dielétrica sendo recomendados para aplicação em desacoplamentos, acoplamentos e supressão de interferências em baixas tensões.



Os coeficientes são também representados com seqüências de letras e números como por exemplo : X7R, Y5F e Z5U. Para um capacitor Z5U, a faixa de operação é de +10°C que significa "Temperatura Mínima" e +85°C que significa "Temperatura Máxima" e uma variação de "Máxima de capacitância" , dentro desses limites de temperatura, que não ultrapassa -56%, +22%. Veja as três tabelas abaixo para compreender este exemplo e entender outros coeficientes.



Capacitores de Cerâmica Multicamada


Capacitores de Poliester Metalizado usando código de cores.
A tabela a baixo, mostra como interpretar o código de cores dos capacitores abaixo. No capacitor "A" , as 3 primeiras cores são, laranja, laranja e laranja, correspondem a 33000, equivalendo a 3,3 nF. A cor branca, logo adiante, é referente a 10% de tolerância. E o vermelho, representa a tensão, que é de 250 volts.






Carga e Descarga:


E muito mais aplicações, desse conteúdo acima deve entender que capacitor armazêna energia em um tempo de carga Calculado em:


T = 5RC


Sendo T: em Segundos
R: Resistencia em Ohms
C: Capacitância em FARAD's  (ou uF se R for em MOhms)

Capacitores em Circuitos:


O capacitor é regulado, calculado ao contrário da maioria dos outros componentes ...

Série: Ele Divide sua capacitância com mesma fórmula dos resistores.

  1   =  1 + 1 + 1 +1
Ceq    C1  C2  C3  CR


Paralelo: Simplesmente se Soma a Capacitância.


Uso de Capacitores:
Retificação : Para diminuir e/ou estabilizar a perda de tensão na retificação.

Motores: Ajuda na partida com carga de motores dando primeiro PULSO para embalo.


Timers: Com sua "Habilidade" de carregar e Descarregar em periodos de tempo ele se torna de extrema importância em circutos timers.(temporizadores)



Depois de carregado ele dispara essa carga no circuito,
Fonte:http://www.equipetecnica.com.br/capacitor/capacitores.htm

6.1) Servo Seguindo a LUZ





Esta é uma forma simples de você fazer um servo motor seguir a luz, usando alguns simples componentes!
O vídeo original é feito com um ArduinoMEGA, o qual tem mais I/O (entradas e saídas). Todavia pode ser construído com qualquer base “Arduinana”.

Componentes:
1 x Servo motor (Parabólica serve também)
2 x Fotoresistores
2 x Resistor 470ohms
LightTracker

Faça as ligações como descrito no esquema do FRITIZING acima.

Lembre-se que a gambiarra aqui é colocar de alguma forma uma pequena protoboard em cima do servo! Ou fica a vontade para usar a imaginação! (veja vídeo topo pagina)
SKETCH:
#include <Servo.h>
Servo myservo;
int pos = 0;  // Variavel para guardar posicao servo.
int inputPhotoLeft = 1; // Facil de ler, instante 1 ou 0.
int inputPhotoRight = 0;

int Left = 0; // Guarda valor fotoresistor.
int Right = 0; // Guarda valor fotoresistor.

void setup()
{
myservo.attach(9); // Conecta servo ao pino digital 9.
}

void loop()
{
// Le os valores dos fotoresistores e guarda nas variaveis 
Left = analogRead(inputPhotoLeft);
Right = analogRead(inputPhotoRight);

// Checa se a esquerda é maior que direita, se sim move p/ direita.
if (Left > (Right +20))
// +20 é uma zona morta, sem isso causa interferencia.
{
if (pos < 179)
pos++;
myservo.write(pos);
}

// Checa se a esquerda é menor que a direita, se sim move esquerda.
if (Right > (Left +20))
// +20 é uma zona morta, sem isso causa interferencia.
{
if (pos > 1)
pos -= 1;
myservo.write(pos);
}

// Adicionando delay ou não o servo corre mais devagar
delay(10);
}
Qualquer dúvida por favor comente, seu feedback é muito importante!
Créditos, http://stigern.net/blog/?cat=35

6.2) Diodo emissor de LUZ ( LED )

Como pode um diodo produzir luz?

Luz é uma forma de energia que pode ser liberada por um átomo. Ela é feita de uma grande quantidade de pequenos pacotes tipo partículas que têm energia e momento, mas nenhuma massa. Estas partículas, chamadas fótons, são as unidades básicas da luz. Os fótons são liberados como um resultado do movimento de elétrons. Em um átomo, os elétrons se movem em orbitais ao redor do núcleo. Elétrons em orbitais diferentes têm quantidades diferentes de energia. De maneira geral, os elétrons com mais energia se movem em orbitais mais distantes do núcleo.
Para um elétron pular de um orbital mais baixo para um mais alto, algo deve aumentar seu nível de energia. Inversamente, um elétron libera energia quando "cai" de um orbital mais alto para um mais baixo. Essa energia é liberada na forma de um fóton. Uma grande queda de energia libera um fóton de alta energia, que é caracterizado por uma alta freqüência.
Como vimos na última seção, elétrons livres se movendo através de um diodo podem cair em buracos de uma camada tipo-P. Isto envolve uma "queda" a partir da banda de condução para um orbital mais baixo, quando então os elétrons liberam energia na forma de fótons. Isso acontece em qualquer diodo, mas você pode apenas ver os fótons quando o diodo é composto por um material específico. Por exemplo, os átomos em um diodo de silício padrão são arrumados de forma que os elétrons "saltem" uma distância relativamente curta. Como resultado, a freqüência do fóton é tão baixa que é invisível ao olho humano - está na porção infravermelha do espectro de luz. Certamente,  isto não é necessariamente algo ruim: LEDs infravermelhos são ideais para controles remotos, entre outras coisas.



Diodos emissores de luz visível (VLEDs), como os que iluminam um relógio digital, são feitos com materiais que possuem uma grande distância entre a banda de condução e as orbitais mais baixos. A distância determina a freqüência do fóton - em outras palavras, ela determina a cor da luz.
Enquanto todos os diodos liberam luz, a maioria não o faz muito eficientemente. Em um diodo comum, o próprio material semicondutor termina absorvendo parte da energia da luz. Os LEDs são fabricados especialmente para liberar um grande número de fótons para fora. Além disso, eles são montados em bulbos de plásticos que concentram a luz em uma direção específica. Como você pode ver no diagrama, a maior parte da luz do diodo ricocheteia pelas laterais do bulbo, viajando na direção da ponta redonda.

Os LEDs têm muitas vantagens sobre lâmpadas incandescentes convencionais. Uma delas é que eles não têm um filamento que se queime e então durarão muito mais tempo. Além disso, seus pequenos bulbos de plástico os tornam muito mais duráveis. Eles também cabem mais facilmente nos modernos circuitos eletrônicos.
Mas a principal vantagem é a eficiência. Em uma lâmpada incandescente convencional, o processo de produção de luz envolve a geração de muito calor (o filamento deve ser aquecido). Isso é energia totalmente desperdiçada. A menos que você use lâmpadas como aquecedor, porque uma enorme porção de eletricidade disponível não está indo para a produção de luz visível. LEDs geram pouco calor. Uma porcentagem muito mais alta de energia elétrica está indo diretamente para a geração de luz, o que diminui a demanda de eletricidade consideravelmente.
Até recentemente, os LEDs eram muito caros para serem usados na maioria das aplicações de iluminação, porque eles são feitos com material semicondutor avançado. Entretanto, o preço de dispositivos semicondutores tem caído na última década, tornando os LEDs uma opção de iluminação mais viável para uma grande variedade de situações. Embora inicialmente eles possam ser mais caros que as luzes incandescentes, seu custo mais baixo ao longo do tempo de uso faz deles uma melhor aquisição. No futuro, os diodos terão um papel ainda mais importante no mundo da tecnologia.
Para obter mais informações sobre LEDs e outros dispositivos semicondutores, confira os links na próxima seção.

O led é um componente de extrema importância pois é usado em infinitas atividades, ele é polarizado, ou seja, tem lado + e - , pode ser reconhecido dessa forma: 




Em cada Led depende da sua cor para definir-se sua tensão, assim também defini-se a corrente e resistor aplicado em cada caso...



Uma boa Fórmula para calcular resistor do LED seria:


Rled = Vi - Vled
               Iled


Rled : Resistor para o LED
Vi = Tensão de entrada
Vled= Tensão do LED
Iled = Corrente do LED ( normalmente de 20 á 30 mA)


Alguns exemplos:


6.1) Diodo

O que é um diodo?

Um diodo é o tipo mais simples de semicondutor. De modo geral, um semicondutor é um material com capacidade variável de conduzir corrente elétrica. A maioria dos semicondutores é feita de um condutor pobre que teve impurezas (átomos de outro material) adicionadas a ele. O processo de adição de impurezas é chamado de dopagem. No caso dos LEDs, o material condutor é normalmente arseneto de alumínio e gálio (AlGaAs). No arseneto de alumínio e gálio puro, todos os átomos se ligam perfeitamente a seus vizinhos, sem deixar elétrons (partículas com carga negativa) livres para conduzir corrente elétrica. No material dopado, átomos adicionais alteram o equilíbrio, adicionando elétrons livres ou criando buracos onde os elétrons podem ir. Qualquer destas adições pode tornar o material um melhor condutor.

Um semicondutor com elétrons extras é chamado material tipo-N, já que tem partículas extras carregadas negativamente. No material tipo-N, elétrons livres se movem da área carregada negativamente para uma área carregada positivamente.

Um semicondutor com buracos extras é chamado material tipo-P, já que ele efetivamente tem partículas extras carregadas positivamente. Os elétrons podem pular de buraco em buraco, movendo-se de uma área carregada negativamente para uma área carregada positivamente. Como resultado, os próprios buracos parecem se mover de uma área carregada positivamente para uma área carregada negativamente.
Um diodo é composto por uma seção de material tipo-N ligado a uma seção de material tipo-P, com eletrodos em cada extremidade. Essa combinação conduz eletricidade apenas em um sentido. Quando nenhuma voltagem é aplicada ao diodo, os elétrons do material tipo-N preenchem os buracos do material tipo-P ao longo da junção entre as camadas, formando uma zona vazia. Em uma zona vazia, o material semicondutor volta ao seu estado isolante original - todos os buracos estão preenchidos, de modo que não haja elétrons livres ou espaços vazios para elétrons, e assim a carga não pode fluir.




Na junção, elétrons livres do material tipo-N preenchem buracos do material tipo-P. Isto cria uma camada isolante no meio do diodo, chamada de zona vazia.


Para se livrar da zona vazia, você precisa que elétrons se movam da área tipo-N para a área tipo-P e que buracos se movam no sentido inverso. Para fazer isto, você conecta o lado tipo-N do diodo ao terminal negativo do circuito e o lado tipo-P ao terminal positivo. Os elétrons livres no material tipo-N são repelidos pelo eletrodo negativo e atraídos para o eletrodo positivo. Os buracos no material tipo-P se movem no sentido contrário. Quando a diferença de potencial entre os eletrodos é alta o suficiente, os elétrons na zona vazia são retirados de seus buracos e começam a se mover livremente de novo. A zona vazia desaparece e a carga se move através do diodo.



Quando o terminal negativo do circuito é preso à camada tipo-N e o terminal positivo é preso à camada tipo-P, elétrons e buracos começam a se mover e a zona vazia desaparece


Se você tentar mover a corrente no sentido oposto, com o lado tipo-P conectado ao terminal negativo do circuito e o lado tipo-N conectado ao pólo positivo, a corrente não fluirá. Os elétrons negativos no material tipo-N são atraídos para o eletrodo positivo. Os buracos positivos no material tipo-P são atraídos para o eletrodo negativo. Nenhuma corrente flui através da junção porque os buracos e os elétrons estão cada um se movendo no sentido errado. A zona vazia então aumenta.


Quando o terminal positivo do circuito está ligado à camada tipo-N e o terminal negativo está ligado à camada tipo-P, elétrons livres são coletados em um terminal do diodo e os buracos são coletados em outro. A zona vazia se torna maior.

A interação entre elétrons e buracos nesta configuração tem um interessante efeito colateral - ela gera luz. Na próxima seção, descobriremos exatamente o porquê disso.

Aplicações específicas principais:

- Retificação ( Transformar de Corrente alternada pra Contínua )
- De um Lado Bloqueia, do outro conduz fazendo uma certa lógica para "programação" de circuitos, digamos assim...
- Com Exemplo acima pode-se bloquear corrente, tensão não desejada em certa parte, tanto como liberar corrente/tensão em um sentido só em caso de componentes paralelos.