Social Icons

Abrindo um xBox 360!



Esse tutorial descreve como abrir o Xbox 360, verificar seus componentes e o mais importante, como fecha-lo novamente. Somente siga meus tutoriais se tiver alguma prática com equipamentos eletrônicos, tipo PC. É fácil, mas também é fácil de fazer besteira. Não assumo nenhuma responsabilidade por danos ao seu 360, siga por sua conta e risco.
Será muito util para próximas postagens minhas.

Retirei la do PORTAL  XBOX.

Introdução

Sempre trabalhe em uma mesa plana, e certifique que você não está carregado com eletricidade estática antes de mexer nos componentes (basta tocar em alguma superfície metálica para descarregar qualquer eletricidade estática, mas não tabalhe com roupas de lã, etc, de modo a não produzir mais eletricidade). Vá devagar, na dúvida, pergunte no forum. Na primeira vez que abri o 360, levei uma hora e meia. Agora faço em menos de 2 minutos.

O que você vai precisar:

Imagem:desmontando_001.jpg
  • 1 chave torx T8
  • 1 chave torx T10
  • 1 chave de fenda normal com cabeça pequena (2 mm)
  • 1 clips de papel
Obs.: as chaves tipo torx você encontra em lojas de ferramentas ou até em supermercados. Existem kits com 10 chaves em tamanhos diferentes, mas geralmente esses kits são de baixa qualidade, e as chaves vão durar pouco. Recomendo comprá-las individualmente em lojas de ferramentas (devem custar aprox. R$ 6,00 cada).

PASSO 1: removendo a carcaça plástica inferior

  • Primeiro desconecte seu HDD, pressionado seu botão de liberação.
  • Retire a faceplate. Basta pressioná-la levemente, puxando para frente também segurando pelos orifícios das entradas USB.
Imagem:desmontando_002.jpg
  • Retire o lacre de segurança da Microsoft que estará na face após a retirada da faceplate.
  • Agora devemos retirar as duas tampas laterais cinza. Comece por aquela que não tem a entrada para o HDD. Perceba que elas tem 6 clips prendendo-a a carcaça plástica. Através dos buraquinhos da carcaça, insira gentilmente a chave de fenda pequena e pressione cada clip, que se liberará em um clique. Comece de um lado e vá avançando pelos clips, de modo a ir soltando a tampa. Uma vez liberada, passe para a tampa do HDD. Agora você vai perceber que um dos lados não tem buraquinhos no lugar onde você deveria enfiar a chave de fenda para liberar o clip. Na verdade, o buraquinho está escondido embaixo do pezinho de borracha da frente do 360. Com a chave de fenda, retire esse pezinho (e guarde-o, para colá-lo de volta mais tarde). Novamente vá pressionando levemente os clips e soltando a placa. Com um pouquinho de prática, isso fica bem fácil.
Imagem:desmontando_003.jpg
  • Próximo passo é remover a parte inferior da carcaça plástica: vire o 360 de cabeça para baixo. Olhando ele de frente, você vai perceber pequenos ganchos que mantém a frente unida. Com a chave de fenda normal, vá soltando esses grampos, deixando a frente ligeiramente levantada, mas ainda presa pela parte traseira.
Imagem:desmontando_004.jpg
  • Agora na parte traseira, você verá pequenos furos retangulares na junção da parte superior e inferior da carcaça. Com um clipes de papel dobrado (como na foto), vá enfiando e pressionado o interior de cada buraco, que fará um clique e soltará as duas partes da carcaça. Comece da direita para esquerda, pressionando levemente, e vá puxando a parte de baixo da carcaça (lembre-se, ela está de ponta cabeça, logo a parte de baixo está para cima ) de modo a manter as partes separadas. O último buraquinho da esquerda vai liberar a parte inferior da carcaça. Parece díficil, mas pegando a prática você vai fazer isso em um segundo.
Imagem:desmontando_005.jpg

PASSO 2: removendo os parafusos e a carcaça plástica superior

  • Agora você deve estar vendo a parte inferior da carcaça metálica interna. São 6 parafusos cinzas longos (que prendem a parte superior da carcaça plástica), 9 parafusos cinza curtos (que prendem a motherboard dentro da carcaça metálica) e 8 parafusos pretos pequenos (que prendem os clipes dos dissipadores da GPU e CPU). Desparafuse os cinza com a chave torx T10 e os pretos com a chave torx T8.
  • Com cuidado, vire o 360 de cabeça para cima. Retire a parte superior da carcaça plástica. Agora você está vendo os componentes internos do 360.
Imagem:desmontando_006.jpg
  • Retire a daughterboard wireless (a plaquinha com as 4 luzes na parte frontal da carcaça). Para isso, retire a capa plástica, simplesmente puxando a parte de cima e depois a parte de baixo, um simples encaixe. Você verá mais 3 parafusos pretos pequenos, retire-os com a chave T8. Agora é só desconectar a daughterboard.

PASSO 3: removendo os componentes internos

  • Levante o drive DVD a sua esquerda (você terá que afastar um pouco o botão de eject para frente para o drive sair, esse botão é só encaixado). Desconecte o seu cabo de força e seu cabo de dados da motherboard. Retire os cabos da motherboard também.
  • Gentilmente, retire a capa branca que liga as fans aos dissipadores. Ela tem apenas um clipe que a segura no lugar, basta torcer um pouquinho para retirá-la (cuidado para não quebrar o clipe plástico).
  • Desconecte o cabo de força das fans da motherboard, situado a esquerda das fans.
  • Agora a motherboard está solta e pode ser retirada da carcaça. Levante-a com cuidado.
Imagem:desmontando_007.jpg

PASSO 4: removendo os dissipadores da CPU e GPU

  • Esse passo é somente para quem quer trocar a pasta térmica da CPU e da GPU. Não é necessário retirá-los para o mod das borrachinhas.
  • Quem é quem: olhando a motherboard de frente, a CPU está a sua direita, sob um dissipador alto. A GPU está a sua esquerda, embaixo de onde estava o drive DVD, sob um dissipador baixo. Ao redor da GPU estão as memórias, 2 a frente e 2 do lado esquerdo (estas também estão cobertas pelo dissipador). Na parte inferior da motherboard estão mais 4 memórias ao redor da GPU, na mesma posição das memórias da parte superior. Essas são as famosas memórias que dão o problema das 3RLs (veja meu outro tutorial). A SouthBridge está a esquerda e acima da GPU, mais para o canto superior esquerdo da placa.
  • Vire a placa de cabeça para baixo. Você verá os clipes em forma de X que seguram os dissipadores.
Imagem:desmontando_008.jpg
  • Agora muito cuidado é pouco para não danificar a motherboard! Com calma vá retirando os clipes, colocando a chave de fenda em cada canto do clipe, entre a perna do dissipador e o clipe, e empurrando o clipe para fora, de modo que ele salte para cima. Começe pelos da GPU (dissipador mais baixo), retirando duas das pernas do clipe mais a sua esquerda. Os do outro lado sairão facilmente uma vez que este lado for solto. Faça o mesmo com o clipe/dissipador da CPU. Novamente, muito cuidado para não errar e arranhar a placa!
Imagem:desmontando_009.jpg
  • Vire novamente a motherboard para cima e retire os dissipadores. Cuidado para não perder as 8 pequenas arruelas que ficam entre as pernas do dissipador e a parte superior da motherboard (elas não servem para muita coisa, mas não precisa perdê-las só por isso, né? )
  • Você deve estar vendo agora os cores da CPU e da GPU, cobertas por uma grossa (e grosseira) pasta térmica cinzenta (os modelos mais antigos tem uma fita térmica segurando a pasta da GPU, pode retirá-la). Para limpar a bagunça que deve estar, use álcool isopropílico (álcool 100%, sem água) que pode ser encontrado em algumas farmácias (principalmente as de manipulação) ou lojas de produtos químicos. Não use álcool de mercado! Esse é só 43% álcool, o resto é água, extremamente prejudicial aos componentes. Com um cotonete e álcool, vá limpando os cores (cuidado com os pequenos componentes sobre os chipsets).
Imagem:desmontando_010.jpg
  • Pingue um pouquinho (pouquinho mesmo, ou aquela bagunça vai ser feita de novo) de pasta térmica de boa qualidade (minha opinião é que a ArticSilver, importada, é a melhor).

PASSO 5: remontando o 360

  • Colocando os dissipadores de volta: não importa a ordem, mas eu prefiro começar pela CPU. Com a placa voltada para cima, e as aruelas já nas pernas do dissipador, simplesmente coloque as pernas dentro dos orifícios da motherboard. Vire a placa com cuidado, segurando o dissipador para ele não cair. Coloque os clipes que seguram o dissipador, primeiro dois de um lado, depois os outros dois com a ajuda da chave de fenda, e pressionando os lados do X, de forma a encaixá-lo. Repita a mesma coisa para a GPU.
  • Recoloque a motherboard dentro da carcaça metálica.
  • Recoloque a daughterboard frontal, parafusando seus 3 pequenos parafusos.
  • Vire o console com cuidado, apoiando a motherboard com a mão. Comece a recolocar os parafusos. Primeiro os pretos pequenos dos dissipadores da CPU e GPU. Apóie o dissipador do outro lado com a mão, e parafuse prefencialmente também em forma de X: primeiro um canto, depois seu oposto, o outro canto e o seu oposto. Faça isso para a CPU e GPU.
  • Recoloque os parafusos cinzas curtos que prendem a motherboard à carcaça.
  • Vire novamente o console para cima.
  • Reconecte o alimentador da fan.
  • Coloque novamente a capa branca que liga as fans aos dissipadores.
  • Coloque novamente o drive DVD, tendo cuidado de afastar o botão de eject um pouco para frente. Reconecte os cabos de força e de dados.
  • Nesse ponto você poderá rodar o 360 aberto para testes, se desejar.
  • Recoloque a parte superior do console, cuidando com o encaixe da estrutura metálica. Obs.: opcionalmente você pode parafusar os parafusos cinzas curtos e os pretos dos dissipadores nesse ponto, após colocar a parte superior do console. Gosto de parafusá-los antes porque posso ver e apoiar as partes internas antes de fechar o console.
  • Vire novamente o console de ponta cabeça, e parafuse os 6 parafusos cinza compridos que prendem as duas partes da carcaça.
  • Recoloque a parte inferior da carcaça plástica. Primeiro clique a parte traseira, pressionando ligeiramente onde existe cada um daqueles pequenos orifícios. Depois prenda a parte da frente.
  • Recoloque as tampas laterais, pressionando-as levemente. Recoloque o pézinho de borracha que você retirou do lado da tampa do HDD.
  • Recoloque o faceplate e o HDD.

Fazendo um DualBoot Win7 e Ubuntu

Aguarde o sistema carregar a tela de preferências (idioma, hora e teclado) e clique em "Avançar". Ao chegar ao tipo de instalação, escolha a opção "Personalizada (avançada)". Com isso, aparecerá uma janela com as partições do HD. Agora, selecione a partição com mais espaço e clique em "Avançar" para iniciar a instalação.

 Windows e Ubuntu sempre dividiram opiniões e espaço no HD do usuário. Muitos ainda preferem o sistema da Microsoft por diferentes razões. Porém, várias novidades estão surgindo nas últimas versões de ambos e prometem esquentar ainda mais as discussões. Que tal testar Windows 7 e Ubuntu 9.10 no mesmo computador?

O dual boot é um sistema que permite instalar dois sistemas operacionais no mesmo PC. Assim, o usuário pode escolher qual usar ao iniciar o computador. Neste artigo, mostraremos como fazer dual boot utilizando o Windows 7 e o Ubuntu 9.10. Além disso, mostraremos como configurar as pastas pessoais para que elas fiquem disponíveis nos dois sistemas de forma integrada.

Requerimentos:

Para realizarmos o dual boot com sucesso, é necessário um disco de instalação do Windows 7, um disco de instalação do Ubuntu 9.10 e, pelo menos, duas horas de tempo livre para realizar todo o processo. Esse tempo será gasto no backup, formatação, instalação e configuração dos SOs.
Antes de começar o processo de configuração do dual boot, faça um backup de todos os arquivos importantes. Isso é altamente recomendável para assegurar que os dados não sejam perdidos acidentalmente por causa de algum erro de configuração durante o processo.

Configurações

O HD será dividido em três partições distintas: uma para o Windows 7, uma para o Ubuntu e uma para os arquivos pessoais. Como o disco suportará dois sistemas operacionais, não é recomendado efetuar o dual boot em discos rígidos com menos de 80 GB.

Computador com Windows 7 instalado

Caso o computador já possua uma versão do Windows (Vista ou 7) instalada, é possível fazer a divisão das partições através do próprio sistema.
 Verifique o espaço total do HD e faça a seguinte divisão:
  • Na primeira partição, daremos o nome de “Win7” e serão reservados 25 GB de espaço em disco para instalação do Windows 7. Este espaço deve ser suficiente para o sistema crescer ao instalar programas básicos;
  • A segunda partição não deve ser formatada, pois faremos isso somente ao instalar o Ubuntu. Porém, deixe pelo menos 12 GB reservados para ela;
  • A terceira partição será responsável por armazenar todos os arquivos de dados, tais como músicas, vídeos e outros documentos pessoais. Ela receberá o nome de "Dados" e ficará com o restante de espaço disponível em disco.
O sistema deve ficar mais ou menos dessa forma.
Nota: O sistema sempre reserva uma partição com um espaço pequeno para arquivos de restauração que não deve ser alterada.
Se o computador é muito usado para programas de edição de vídeos, imagens ou para jogos muito pesados, aumente o tamanho total das partições Windows e Ubuntu de acordo com a necessidade.

Computador sem sistema operacional

Caso o computador seja novo e não possua um sistema operacional instalado, insira o CD/DVD de instalação do Windows 7 e ligue o computador. Faça o boot pelo CD e aguarde o sistema preparar a tela de instalação.
Aguarde o término da instalação, que demora alguns minutos. O computador será reiniciado várias vezes nesse processo, portanto, não o desligue até aparecer uma tela solicitando para inserir um nome para o computador. Avance para as próximas janelas normalmente até finalizar as configurações.
Instalado o Windows 7, faça o redimensionamento das partições como indicado anteriormente. Depois de separar o HD em três partes, está na hora de instalarmos o Ubuntu.

Instalação do Ubuntu

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com o Linux, existe uma forma de baixar a imagem ISO gratuitamente neste link. Logo após, basta gravar em um CD ou DVD para iniciarmos a instalação. Reinicie o computador com o CD/DVD do Ubuntu gravado e faça o boot por ele.

Instale o Ubuntu pelo CD.


Na primeira tela, escolha a opção “Instalar Ubuntu” e selecione as opções de idioma, configurações de teclado etc. Ao chegar à janela de configuração das partições, selecione a opção “Manual”. A janela a seguir mostra as partições que configuramos anteriormente no Windows 7.

Selecione a partição com espaço livre que possui os 12 GB que reservamos e clique no botão “Nova Partição”. Na janela seguinte, modifique o valor da partição no primeiro campo para 10000. Em “Usar como”, selecione a opção “Sistema de arquivos com “journaling” ext4”. Marque a caixa “Formatar a partição” e digite “/” em “Ponto de Montagem”. Clique em OK para confirmar as opções.


Edite a partição como informado na imagem.


Ao voltar para a tela anterior, crie uma nova partição com os 2 GB que restaram na partição do Ubuntu. Faça o mesmo procedimento descrito anteriormente, porém, dessa vez, escolha a opção “Partição de Swap” no campo “Usar Como”. Clique em avançar e siga o resto dos passos até finalizar a instalação. Ao reiniciar o computador, o usuário já tem como escolher qual dos dois sistemas ele quer iniciar.


Pastas pessoais

Inicie normalmente o Windows e acesse a pasta com arquivos pessoais do usuário. Copie todas as pastas e cole na partição “Dados” que criamos anteriormente. Volte para a pasta de usuário (C:) e clique com o botão direito do mouse sobre uma das pastas.
Selecione uma pasta de cada vez.
Escolha a opção “Propriedades” do menu de contexto. Na janela seguinte, selecione a aba “Local” e clique no botão “Mover”.
Clique em mover para selecionar a pasta de destino.

Agora, vá até a partição “Dados” e selecione a pasta correspondente ao item escolhido. Clique em “Selecionar pasta” e dê OK para confirmar.

Selecione a pasta correspondente.

Uma janela perguntará se você quer mover o conteúdo da pasta para o novo local, escolha “Sim”. Faça isso para todas as pastas pessoais. Dessa forma, esses arquivos ficarão disponíveis tanto para o Windows quanto para o Ubuntu.

Confirme a modificação.

Configurando o Ubuntu

Reinicie o computador e escolha a inicialização pelo Ubuntu. Abra o menu “Locais” e abra as pastas pessoais. Agora, apague todas as pastas e acesse “Dados”. Arraste todas as pastas pessoais para a parte de baixo do painel à esquerda. Pronto, acesse novamente o menu “Locais” para ver as pastas no lugar.

Arraste as pastas para compartilhar os mesmos arquivos.


Com isso terminamos de configurar os dois SOs com as pastas compartilhadas entre os dois, ou seja, qualquer modificação na pasta de música através do Windows também será alterada no Ubuntu, e vice-versa.
O Ubuntu não possui suporte para a maioria dos jogos e aplicativos que funcionam no Windows, mas ele continua avançando para se adaptar às necessidades de todos os usuários. Caso queira saber um pouco mais sobre o Ubuntu e suas funcionalidades, veja um guia básico sobre ele neste artigo.
O que você acha, é possível conviver com dois sistemas operacionais ao mesmo tempo? Qual sistema você utilizará com mais frequência?

Migrei para o Ubuntu. E agora?

O Windows é o sistema operacional (SO) mais utilizado em todo o mundo. Há muito tempo ele ganhou as máquinas de milhões de usuários ao redor do planeta e assim se consolidou o monopólio do SO da Microsoft.
Algumas alternativas surgiram ao longo do tempo e uma das mais bem-sucedidas é o Linux. Desenvolvido pelo finlandês Linus Torlvads, o sistema livre ganhou inúmeras modificações, pois, pelo fato de ser livre, facilitava o desenvolvimento individual ou em pequenos grupos de suas configurações e aplicações.
A distribuição de Linux mais usada no mundo, de acordo com o site DistroWatch.com, é o Ubuntu. O sistema, que ganha uma nova atualização a cada seis meses, é, sem dúvida, uma das melhores alternativas para usuários comuns que desejam adentrar o mundo dos sistemas operacionais livres.
Ubuntu: Linux para seres humanos
Se você é mais um desses usuários que não tem medo de aprender coisas novas, além de disposição para deixar o Windows de lado, precisa saber de algumas coisas para começar a usar o Ubuntu. A primeira – e crucial – informação é: o Ubuntu não é um bicho de sete cabeças.
Migrei. E agora?
Diferentemente do Windows, o menu de aplicativos do Ubuntu é localizado no topo da tela. São três menus principais – Aplicativos, Locais e Sistema – e por meio deles você acessa e modifica todos os programas e configurações do sistema operacional.
A bandeja do relógio também se localiza na parte superior da tela. Na questão de painéis e barras de tarefas, somente as janelas abertas no sistema permanecem na parte inferior.

Gerenciador de processos


Lembra-se do Gerenciador de tarefas do Windows? O Ubuntu possui algo semelhante que pode ser acessado na guia “Processos” pelo caminho Sistema > Administração > Monitor do Sistema. Lá é possível encerrar um processo mal comportado.
Gerenciador de processos do Ubuntu


Gerenciador de partições

Para gerenciar partições com o Ubuntu você pode utilizar o GParted. Se ele ainda não está instalado em seu sistema, faça-o via Terminal:

sudo apt-get install gparted

Gerenciador de redes

Se você possui uma rede e quer gerenciá-la no Ubuntu, experimente o Samba. Este é um aplicativo bastante específico, portanto, pode dar um pouco mais de trabalho para ser instalado e configurado.


Hardware


Uma das grandes vantagens das distribuições de Linux é sua grande habilidade em reconhecer dispositivos de hardware e instalar seus drivers automaticamente. Isso acontece com placas de vídeo, placas de rede, câmeras e etc.
Para verificar qual aplicativo deve ser instalado para que a parte ferramental do seu computador funcione corretamente, acesse a opção Sistema > Administração > Drivers de hardware.


Atualizações


Se você já instalou o Ubuntu em sua máquina e é a primeira vez que inicializa o sistema, está na hora de colocar a mão na massa. Quem achava que Linux era coisa somente para nerds, se engana redondamente ao ver que as atualizações necessárias para o sistema são exibidas automaticamente na tela.
O Ubuntu conta com um local específico para atualizações. Acesse-o em Sistema > Administração > Gerenciador de atualizações. Lá há uma listagem de aplicativos e bibliotecas de programas que possuem novas versões e você é quem seleciona o que deve ou não ser instalado.
Vale lembrar que se você utiliza a última versão do Ubuntu (a 10.04 Lucid Lynx), já conta com a última versão de todos os programas padrões do sistema, como Firefox e OpenOffice.org. Além disso, o Ubuntu já possui, nativamente, diversos programas para aplicações como gravação de discos,   torrent, reprodutores de áudio e vídeo e etc.

Central de programas e Synaptic


O Ubuntu conta com pelo menos duas ferramentas muito simples para a instalação de aplicativos. Uma delas é a Central de programas do Ubuntu, uma referência no que diz respeito a softwares livres. A Central foi reformulada para a versão 10.04 do SO e está ainda mais fácil de ser usada.
Para acessar, vá a Aplicativos > Central de programas do Ubuntu.
Central de programas do Ubuntu
Digite um termo e uma lista de programas que o contenham no nome ou na descrição surge na tela. Quando encontrar o que procura, clique em “Instalar” e dentro de alguns minutos o aplicativo está pronto para ser usado normalmente.
Outra excelente opção para instalar programas no Ubuntu é o Synaptic, uma interface gráfica para o gerenciamento de pacotes apt, usado em várias distribuições de Linux. Encontrar algo no Synaptic é semelhante a fazer isso na Central: digite um termo para filtrar a lista de programas existentes.
Para acessar, vá em Sistema > Administração > Gerenciador de pacotes Synaptic.
Gerenciador de pacotes Synaptic
Um duplo-clique marca quais aplicativos devem ser instalados e então você precisa apenas clicar no botão “Aplicar” (e confirmar as alterações) para iniciar o processo. Desinstalar aplicativos instalados pelos métodos citados acima também pode ser feito por meio do Synaptic e da Central de programas do Ubuntu.

Via Terminal

Outro modo de realizar instalações no Ubuntu é usando o Terminal (Aplicativos > Acessórios > Terminal). Com o terminal você pode instalar e remover pacotes, acessar pastas e arquivos, inicializar programas e mais uma infinidade de coisas. Ele pode ser comparado ao prompt de comando MS-Dos do Windows.
Sempre que alguma ação realizada via Terminal demandar status de administrador (no Ubuntu esse status é chamado de “root”), você precisa digitar o comando “sudo”. Para instalar usando o gerenciamento de pacotes, use o comando “apt-get” e depois “install”.

Terminal
Resumindo, se você quer instalar o aMsn, por exemplo, use o comando:


sudo apt-get install amsn


Pressione Enter e informe sua senha para confirmar a instalação. O restante é feito pelo sistema: ele baixa, descompacta, compila e instala tudo em seu devido lugar automaticamente.
Vale lembrar que para colar um comando no Terminal você pode usar os atalhos Shift + Insert ou Ctrl + Shift + V do teclado.


Apt-url e DEB

Para quem sente falta dos executáveis (EXE) do Windows, o Ubuntu conta com dois formatos de instalação bastante semelhantes. Um é o Apt-url, que nada mais é que a instalação direta a partir de um link: você clica, confirma a execução do aplicativo e a instalação é realizada na hora, sem nenhum trabalho.
Isso permite que você instale dezenas de programas e jogos diretamente do Baixaki. Um bom exemplo disso é o Hedgewars, game no estilo Worms, que pode ser instalado rapidamente por meio de alguns cliques.
Os pacotes DEB são ainda mais parecidos com os executáveis do Windows. Sempre que você for baixar algo e houver essa opção, opte por ela. Para instalar qualquer pacote DEB, basta apenas baixar o arquivo, dar um duplo-clique e confirmar a instalação.
O que instalar?
É difícil falar uma “lista de programas essenciais” para o Ubuntu, até porque as pessoas fazem usos diferentes do sistema operacional e da máquina. Contudo, é possível dar algumas dicas e propor alternativas para quem migrou do Windows.
Depois de instalar os programas que você julgou necessário com a atualização do Ubuntu, muitas coisas ainda estão faltando.


Java e Flash

Dois plugins praticamente indispensáveis para quem navega na internet nos dias de hoje: Java e Flash. Ambos são softwares proprietários e acabam sendo a melhor opção em algumas ocasiões - principalmente o Java, caso você precise acessar algum teclado virtual como o do Banco do Brasil.
Instalar o Adobe Flash Player pode ser feito por meio de um pacote DEB. Clique aqui para baixar e instalar o plugin necessário para, dentre outras coisas, assistir a vídeos no YouTube.
O Java JRE, em sua sexta versão, pode ser instalado via compilação de pacotes, algo muito complicado, ou então, por meio do Terminal. Para isso, você precisa primeiramente adicionar o repositório de parceiros ao sistema.
Acesse Sistema > Administração > Canais de software e vá até a guia “Outro software”.
Canais de Software
Clique em “Adicionar” e cole o seguinte comando:
deb http://archive.canonical.com/ lucid partner
Confirme e clique em “Fechar”. Será emitido um aviso sobre desatualização das informações dos pacotes devido aà inserção de um novo. Clique em “Recarregar” para que as informações sobre os programas sejam atualizadas.
Feito isso, abra o Terminal e atualize a lista de fontes com o seguinte comando:
sudo apt-get update
Ao final da atualização, instale o Java JRE e também o plugin para navegador:
sudo apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin sun-java6-fonts


Codecs

Outra coisa que não pode faltar em um computador é um pacote de codecs. No Windows havia várias opções, mas no Ubuntu você pode ter os principais codecs por meio da execução de um comando no Terminal:


sudo apt-get install ubuntu-restricted-extras

Logo mais abaixo você conhece alguns reprodutores de áudio e vídeo e, na a grande maioria, instala os codecs necessários junto consigo.


Reprodução de vídeo

Nativamente o Ubuntu conta com boas opções para a reprodução de áudio e vídeo. Porém, existem aplicativos com amplo suporte para vários formatos, legendas e tudo mais. Um bom player de vídeo é o MPlayer, que pode ser instalado via Synaptic ou terminal:

sudo apt-get install mplayer

Outra opção é o SMPlayer, aplicativo baseado no MPlayer, porém, com alguns recursos a mais e interface diferenciada. Instale-o via Central de programas do Ubuntu ou, no Terminal, digite:

sudo apt-get install smplayer


Reprodução de áudio
Nativamente o Ubuntu já conta com o Rhythmbox, capaz de reproduzir arquivos de áudio e CDs. Se você desejar algo mais com cara de iTunes, pode tentar o excelente Amarok (clique para baixar).
Outra bela opção, mais indicado para quem usava o Winamp, é o Qmmp. Instale-o pelo Terminal com o comando:

sudo apt-get install qmmp

Tux 

MSN
Não dá para falar em computador sem pensar em mensageiros instantâneos e MSN. O Ubuntu possui versões de grande qualidade com suporte para a rede do mensageiro da Microsoft.
Se você procura um aplicativo capaz de trabalhar com várias redes, não só a do MSN, experimente o Pidgin.
Se você quer alguma coisa mais semelhante ao Windows Live Messenger, as melhores opções são o aMsn ou o Emesene. Instale-os via Terminal:

sudo apt-get install amsn

ou

sudo apt-get install emesene

Compactadores
Arquivos RAR, ZIP e 7Z já fazem parte da vida de quase todos que baixam ou enviam arquivos via internet.
O Ubuntu dispensa a utilização de um compactador/descompactador externo, basta que você execute o comando abaixo no Terminal para que ele se torne apto a comprimir e a descomprimir arquivos em vários formatos.

sudo aptitude install rar unrar p7zip

Torrent
Para compartilhar torrents no Ubuntu você conta com o Transmission, programa que já vem instalado juntamente com o SO.  Ele é uma opção simples, com interface compacta, porém muito eficiente.
Uma alternativa, mais indicada para quem estava acostumado com o uTorrent no Windows, é o Deluge. O programa contém, pelo menos visualmente, as mesmas características do uTorrent. Instale-o via Terminal:

sudo apt-get install deluge

Programas do Windows no Ubuntu
Sim, isso é possível. Com o Wine, um “simulador” de programas do Windows para Linux, é possível instalar e executar softwares desenvolvidos exclusivamente para o SO da Microsoft.  Lembre-se que nem todos os programas rodam corretamente via Wine. Para instalá-lo, abra o Terminal e execute:

sudo apt-get install wine

Configurações e instalações extras
Para finalizar este pacotão de dicas para quem está começando no Ubuntu, vale a indicação de outros dois programas: o Ailurus e o Ubuntu Tweak. Com eles é possível dar uma “turbinada” no Ubuntu, configurando recursos, adicionando alguns extras e tendo acesso a uma gama variada de programas para instalação por meio de um simples clique do mouse.
É bom ressaltar a todos que as dicas citadas acima são apenas algumas para quem deseja entrar de vez no mundo Ubuntu. Este  sistema operacional é bastante variado, portanto, vale lembrar que sempre existem vários caminhos a seguir. Muitas opções acabaram sendo deixadas de fora, porém, não são menos importantes por isso.
Com certeza o grande destaque do Ubuntu – e da filosofia do software livre -  é a comunidade. envolvida com o projeto. Em uma rápida pesquisa no Google você encontra uma série de dicas para adaptar o sistema ao seu uso, corrigir problemas e tudo mais que for necessário.
É bom lembrar também que a palavra “ubuntu”, de origem sul-africana, significa “humanidade para com os outros”. Com certeza não é à toa que o mote do Ubuntu é “Linux para seres humanos”.


4.12) Display 7 Segmentos

No meio de um experimento com Display de 7 seguimentos e Arduino, achei melhor criar uma classe para tratar dos números exibidos no Display.


Deixo aqui a Classe e um exemplo de como usá-la.
Configuração de pinos (Digital) utilizada no exemplo:
7 Segments LED Display - Pin Configuration
Obs.: Está configuração pode ser modificada no momento em que é criada a instância da classe “Simple7Segments” (Simple7Segments display(2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9);).


Simple7Segments.h (biblioteca)

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
/**
 * Simple seven segments LED display
 *
  */


#ifndef Simple7Segments_h
#define Simple7Segments_h


#include <inttypes.h>


class Simple7Segments
{
  private:
    uint8_t *_pins;
    uint8_t _count;
 
  public:
    Simple7Segments(uint8_t, uint8_t, uint8_t, uint8_t,
      uint8_t, uint8_t, uint8_t, uint8_t);
    void showNumber(char);
    void showAll();
    void clearAll();
};


#endif



Simple7Segments.cpp
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
103
104
105
106
107
108
109
110
111
112
113
114
115
116
117
118
119
120
121
122
123
124
125
126
127
128
/**
 * Simple seven segments LED display
 *
 */


#include "Simple7Segments.h"
#include "WProgram.h"


#include <inttypes.h>


#define QUANTITY_PINS 8


Simple7Segments::Simple7Segments(uint8_t a, uint8_t b, uint8_t c, uint8_t d,
  uint8_t e, uint8_t f, uint8_t g, uint8_t pd)
{
  // Alocate memory for Array _pins
  _pins = (uint8_t*)calloc(QUANTITY_PINS, 4);
 
  // Transfer parameters to array pins
  _pins[0] = a;
  _pins[1] = b;
  _pins[2] = c;
  _pins[3] = d;
  _pins[4] = e;
  _pins[5] = f;
  _pins[6] = g;
  _pins[7] = pd;
 
  // Set pin mode to all
  for (_count = 0; _count < QUANTITY_PINS; _count++)
  {
    pinMode(_pins[_count], OUTPUT);
  }
}


void Simple7Segments::showNumber(char letter)
{
  clearAll();
  switch (letter)
  {
    case '0':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
      digitalWrite(_pins[3], HIGH);
      digitalWrite(_pins[4], HIGH);
      digitalWrite(_pins[5], HIGH);
    break;
    case '1':
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
    break;
    case '2':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
      digitalWrite(_pins[4], HIGH);
      digitalWrite(_pins[3], HIGH);
    break;
    case '3':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
      digitalWrite(_pins[3], HIGH);
    break;
    case '4':
      digitalWrite(_pins[5], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
    break;
    case '5':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[5], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
      digitalWrite(_pins[3], HIGH);
    break;
    case '6':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
      digitalWrite(_pins[3], HIGH);
      digitalWrite(_pins[4], HIGH);
      digitalWrite(_pins[5], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
    break;
    case '7':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
    break;
    case '8':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
      digitalWrite(_pins[3], HIGH);
      digitalWrite(_pins[4], HIGH);
      digitalWrite(_pins[5], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
    break;
    case '9':
      digitalWrite(_pins[0], HIGH);
      digitalWrite(_pins[1], HIGH);
      digitalWrite(_pins[2], HIGH);
      digitalWrite(_pins[5], HIGH);
      digitalWrite(_pins[6], HIGH);
    break;
  }
}


void Simple7Segments::clearAll()
{
  for (_count = 0; _count < QUANTITY_PINS; _count++)
  {
    digitalWrite(_pins[_count], LOW);
  }
}


void Simple7Segments::showAll()
{
  for (_count = 0; _count < QUANTITY_PINS; _count++)
  {
    digitalWrite(_pins[_count], HIGH);
  }
}


SevenSegmentsExample.pde
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
/**
 * Simple seven segments LED display
 *
 *
 */


#include "Simple7Segments.h"


#define LED_FINISH 12
#define DELAY 500


unsigned int count = 0;


// Define variable display.
// The numbers are the pins of the display
Simple7Segments display(2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9);


void setup()
{
  pinMode(LED_FINISH, OUTPUT);
}


void loop()
{
  char* buffer;
  itoa(count, buffer, 10);
  display.showNumber(buffer[0]);
  delay(DELAY);
  if (++count == 10)
  {
    count = 0;
    finish();
  }
}


void finish()
{
  digitalWrite(LED_FINISH, HIGH);
  delay(50);
  digitalWrite(LED_FINISH, LOW);
  delay(50);
  digitalWrite(LED_FINISH, HIGH);
  delay(50);
  digitalWrite(LED_FINISH, LOW);
}

Análise:

Linha 17) Cria uma instância da classe Simple7Segments passando no construtor os pinos correspondentes as posições no display.

Linha 27) Converte o valor da variável contadora (count) para char* (“String”).

Linha 28) Chama o método showNumber da instância display passando o número a exibir.

Linha 37) Método chamado quando uma contagem de 0 à 9 chega ao fim (pisca o LED).
Faça o download do código fonte completo aqui.

4.11) Controlando Led RGB com Arduino e Processing



Vamos a um exemplo de uso da Arduino onde controlo um Led RGB de quatro terminais através da porta serial.
Para enviar as cores através da serial usaremos processing.
Para combinar as cores de um Led RGB é necessário variar a tensão em cada terminal, e para isso a Arduino conta com 6 pinos PWM (Pulse Width Modulation, Modulação por largura de pulso), somente 3 são necessários, pois o quarto terminal deve ser conectado a GND (terra).

No exemplo conectamos os pinos da seguinte forma:
  • Terminal Vermelho no pino 9 (utilizando resistência de 150 Ohm)
  • Terminal Azul no pino 10        (utilizando resistência de 90 Ohm)
  • Terminal Verde no pino 11     (utilizando resistência de 90 Ohm)
  • Terminal terra no pino GND
Obs.: Como não tinha em mãos os resistores liguei os terminais diretamente aos pinos da arduino, mas é importante ressaltar que isso pode danificar o seu led e com certeza reduzir o seu tempo de vida útil.

RGB Led - Arduino + Processing from Bruno Soares on Vimeo.


Espesificação do Led usado:
  • Diâmetro: 5mm.
  • Bulbo: transparente.
  • Intensidade Luminosa: 8000 mcd.
  • Tensão: vermelho = 1.9 ~ 2.4v; verde e azul = 3.2 ~ 3.6v.
  • Corrente: 20mA.
  • Ângulo: 20 ~ 25º.
  • 5mm rgb led color especification
Vamos ao código utilizado na arduino:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
/**
 * Controller LED RGB
 */

#define START_COLOR_CHAR '^'
#define END_COLOR_CHAR '$'
#define COLOR_SIZE 8
#define PIN_RED 9
#define PIN_GREEN 11
#define PIN_BLUE 10

char serialMessage[COLOR_SIZE];
unsigned int readChar;
unsigned int count;
unsigned long color;
unsigned int r;
unsigned int g;
unsigned int b;
boolean readingSerial;

void setup() {
  Serial.begin(9600);
  readingSerial = false;
}

void loop() {

  if (Serial.available() > 0 && !readingSerial) {
    if (Serial.read() == START_COLOR_CHAR) {
      serialReadColor();
    }
  }
}

void serialReadColor() {
  readingSerial = true;
  count = 0;
 
  iniReading:
  if (Serial.available() > 0) {
    readChar = Serial.read();
    if (readChar == END_COLOR_CHAR || count == COLOR_SIZE) {
      goto endReading;
    } else {
      serialMessage[count++] = readChar;
      goto iniReading;
    }
  }
  goto iniReading;
 
  endReading:
  readingSerial = false;
  serialMessage[count] = '\0';
 
  setColor(serialMessage);
}

void setColor(char* value)
{
  // Convert Char* to Long
  color = atol(value);
 
  // Extract RGB
  r = color >> 16 & 0xFF;
  g = color >>  8 & 0xFF;
  b = color >>  0 & 0xFF;
 
  // Send values to analog pins
  analogWrite(PIN_RED, r);
  analogWrite(PIN_GREEN, g);
  analogWrite(PIN_BLUE, b);
}


Linha 25) Iniciamos a conexão com a porta serial na velocidade 9600.
Linha 30) Verifica se existe mensagem na porta serial.
Linha 32) Chama o método serialReadColor para iniciar a leitura da serial.
Linha 57) Envia o texto lido entre os caracteres ^ e $ para o método setColor.
Linha 63) Converte o valor obtido para Long.
Linha 66 à 68) Extrai a quantidade de Red, Green e Blue da cor.
Linha 71 à 73) Envia a tensão para os pinos correspondêntes a cada cor.


Conclusão: A Arduino está programada para receber a cor em formato numérico entre dois caracteres que identificam o inicio e o fim da cor (^ para o inicio e $ para o fim). Sendo assim se enviarmos ^16711680$ o LED ficaria vermelho, pois o número 16711680 é o correspondente á 0xFF0000 (hexadecimal).

Agora o código do Processing:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
/**
 * Controller LED RGB
 */

import processing.serial.*;

Serial port;

void setup() {
  size(100, 150);
  noStroke();
 
  // Background
  colorMode(HSB, 100);
  for (int i = 0; i < 100; i++) {
    for (int j = 0; j < 100; j++) {
      stroke(i, j, 100);
      point(i, j);
    }
  }
 
  // Select port
  println(Serial.list());
  port = new Serial(this, Serial.list()[1], 9600);
}

void draw() {
  // Only to enable the method mouseDragged
}

void mouseClicked() {
  processColor();
}

void mouseDragged() {
  processColor();
}

void processColor() {
  color c = get(mouseX, mouseY);
  noStroke();
  fill(c);
  rect(0, 100, 100, 50);
  sendColorToSerial(c);
}

void sendColorToSerial(color colour) {
  // Get HEX
  String hexColor = hex(colour, 6);
 
  // Convert HEC to Number
  long numColor = unhex(hexColor);
 
  // Send color number to serial port
  port.write("^" + numColor + "$");
}

A responsabilidade do Processing é se comunicar com a Arduino via porta serial e enviar as cores, pois com o processing podemos criar um aplicativo onde fica facíl selecionar a cor desejada.
Na linha 50 (método sendColorToSerial), o processing processa o objeto Color, obtendo o seu Hexa, transformando em um número do tipo long, concatenando esse número com os caracteres ^ e $, e finalmente enviando este dado formatado para a porta serial para a Arduino fazer o que está a sua responsabilidade.

Futuramente irei fazer um post somente sobre Processing e suas aplicações específicas e gerais...